Canoa de língua

Sou forro, o poeta
E ando com todas as línguas
Ao contrário da escola que têm-nas e as oprimem
Sou uma existência subtendido no ensino
Ponto ignorado no sistema
E por fim, com a paciência dos agricultores
Espero presenciar políticas
Para aliviar estas estigmas

O vento daria aplausos
Nos lábios dos nossos meninos
Teriam enfartes, nas línguas
Não há nação sem o barco da riqueza

Educação está editando o feito natural
Roubando-me e adaptar em crianças lições dadas pelo o contexto
O que é isso?
Isto é pisar e passar por cima!
Cadê consonância?

Sou um poeta,
Jogo-me em dados
Danço nas danças
Tenho canoas de línguas
A minha cultura
Ignorados por vós

A minha cobardia é saber dessa copla agora
Senhores professores, não apedrejais os pássaros que trovam o que lhes representam
A lingua é pra falar

Autor: Elebrak Costa

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